Archive for the ‘Textos’ Category

Estampa inglesa

04/08/2011    Postado em Crônicas, Textos
 

Está instituído hoje o Dia do Orgulho dos Donos de Canecas com Estampa Inglesa. Porque eu tenho uma caneca dessas e tenho orgulho dela e resolvi dizer isso pra todo mundo, mesmo que a relevância seja nula. Que se dane a relevância. Aliás, eu quero esclarecer a diferença entre ridículo e engraçado. Engraçado é um anúncio de TV bem-humorado, que lhe faz rir até doer a barriga. Sim, aquele da semana passada é um bom exemplo. Ridículo é quando um grupo político consegue passar uma lei que não tem lé com cré. A que foi aprovada terça em São Paulo é um bom exemplo. Dia do Orgulho Hétero… pulando as discussões sobre homofobia, porque eu não sou maluco de cutucar esse vespeiro, isso é simplesmente ridículo. Do tipo que nem precisa explicar. É instintivamente visto desta forma por qualquer um com a cabeça presa no lugar certo.

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Cheiro de tinta

28/07/2011    Postado em Crônicas, Textos
 

Do tempo da pré-escola, eu lembro claramente de duas coisas. Uma era o painel de madeira com letras de espuma que eu adorava usar e a professora ficava louca da vida porque eu tinha de participar das atividades de bê-á-bá com os colegas da turma, mas não queria de jeito maneira. Eu queria era formar as palavras que já tinha aprendido com as letras. A outra era o cheiro forte e característico do mimeógrafo que a escola usava pra imprimir nossas tarefas, uma mistura doce de álcool de cana com tinta que empesteava o ambiente sempre que a máquina era usada, incomodava um bocado de gente, mas que eu adorava.

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Ganhando o mundo

25/07/2011    Postado em Crônicas, Textos
 
Hoje é dia de publicação extraordinária. Este texto é datado de maio de 2006 e já esteve no ar em outro momento, motivo pelo qual não faço nenhuma recontextualização. Espero que gostem. :-)

Cavalheiros, fomos declarados ‘em risco de extinção’ e postos ao lado de mico-leão dourado e ararinha azul. E, por incrível que pareça, isso é bom. Em meio a uma população de menos-conversa-e-mais-ação, somos poucos e isso inspira cuidados. Até agora, nenhuma enfermeira peituda veio me oferecer colinho, mas numa terra onde corno é o penúltimo a saber (o último é o presidente), eu não me atreveria a perder a esperança. O perigo é terminarmos em cativeiro ou em uma exposição de taxidermia.

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