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Cinzas

07/07/2011    Postado em Contos, Textos
 

O mar. Parece-me um azul um tanto fúnebre, como se também estivesse de luto, como também fosse dele a minha dor. Não, não sinto dor, foi melhor assim, basta de sofrimento. Sim, sinto algo como uma saudade estranha, que me seca a boca, mas que lembra minha mente que lhe prometi não parar de viver, não havia tempo para lágrimas. Mas houveram lágrimas. O mar foi feito delas. Mas agora já é tarde para elas. Ela se foi e está bem, mas não voltará mais para casa, por isso tenho essa saudade. Olho uma última vez para as cinzas. Atiro-as ao mar. Até logo.

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