Archive for dezembro, 2010

Resoluções

30/12/2010    Postado em Textos
 

Entre um réveillon terminado com um grupo de amigos vendo o sol nascer na praia enquanto um de nós fazia anjinhos na areia depois de beber dois copos de algo que foi comprado como vinho de garrafão mas que tinha cheiro de álcool de cana com ki-suco de uva e o que estamos à véspera de vivenciar, passaram-se alguns anos e muitas resoluções de ano-novo feitas e descumpridas solenemente. Encaremos: essas resoluções são primas das promessas de político e dos avisos de acesso preferencial em portas de elevadores. Nascem vistosas e não demoram muito para provar sua completa e retumbante inutilidade. Não são irmãs porque as primeiras são filhas da culpa, as segundas do mais puro extrato de canalhice e as últimas… essas são filhas da boa intenção, mas o pai é desconhecido. A história do vinho falsificado não tem nada a ver com este texto. É só um aviso para os que pretendem enfiar um pé na jaca e o outro na melancia na virada do ano: confiem em seus narizes e aprendam de uma vez por todas que fígado não é penico. E não, ninguém mais acredita naquela máxima de pinguço, “nunca mais bebo”. Nem você. Até porque o carnaval tá ali na esquina.

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Feliz Natal

23/12/2010    Postado em Textos
 

Você levanta num dia ruim, anda como quem se arrasta, e lá vem aquela criatura, com óbvias demonstrações de alegria em lhe ver, pulando em você para lhe desejar um bom dia. Estranhamente, isso é muito eficiente em melhorar seu humor, e até lhe arranca um sorriso e alguns segundos para devolver o cumprimento. E, a despeito de uma possível conotação da frase, ela não descreve o seu encontro com um puxa-saco contumaz. A menos, claro, que você seja patologicamente narcisista. É só o seu cão lhe desejando um bom dia.

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Máquina de Fazer Doido

16/12/2010    Postado em Textos
 

A Internet. Se Stanislaw Ponte Preta a tivesse conhecido, certamente a “Máquina de Fazer Doido” não seria a televisão. Tem cachorro, gato, papagaio e periquito com perfil no Orkut. Meu vizinho, dois andares abaixo, recém-alfabetizado, aposto que já tem. Quando eu lembro que esse negócio de rede social era uma coisa mais restrita, com uns poucos usuários e o tal Orkut era só para convidados de membros, paro pra contar os anos chego à conclusão inevitável: nós, que evoluímos das BBSs pra a WWW a partir de 1995, somos velhos. Se houvesse um museu de história natural da internet, nós estaríamos nele. Duvida? Pergunta pro seu vizinho de doze anos se ele usa ICQ. Modem discado. Disquete de 5.25”. Agenda Casio. Kit Multimídia. Genius, da Estrela. Lembrou de mais de dois desses, sua peça de museu? Brincadeira. O Genius não é coisa de velho, é uma jóia a ser preservada, e jóias não envelhecem. Só você.

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